Professor Tiridá

Professor Tiridá
Personagem clássico do mamulengo.Representa a sabedoria popular,seus anseios e espertezas.È preto e cheio de graça.Em cena tem o papel de comentador da ação, guardando um distanciamento crítico.Todas as suas falas são ditas em verso, a maneira dos poetas repentistas.Tiridá é um boneco com articulação de boca e olhos.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

MUSEU DO MAMULENGO

Inaugurado em 14 de dezembro de 1994, na Rua do Amparo nº 59 - Amparo/Olinda/PE, em um prédio com características ecléticas da arquitetura do fim do século XIX, em estilo colonial, adquirido pela Fundação Pró-Memória e IPHAN em 15 de agosto de 1984.

O MUSEU DO MAMULENGO - ESPAÇO TIRIDÁ, é um espaço artístico, lúdico e mágico. Artístico pela quantidade e qualidade de seu maravilhoso acervo (aproximadamente 1.200 bonecos antigos e contemporâneos), lúdico pelo que oferece ao seu público e mágico porque através dos bonecos o visitante ou pesquisador diversificado penetra num mundo livre e provocador, com uma linguagem própria. Devido a problemas estruturais na sede do Museu, onde apareceram rachaduras nas paredes pela acomodação do terreno e excesso de águas subterrâneas, o Museu do Mamulengo, passa a funcionar, a partir de setembro de 2006, na Rua de São Bento nº 344 - Ribeira/Olinda/PE. Como primeiro museu de bonecos populares do Brasil e da América Latina, divulga o mamulengo e sua tradição como teatro de bonecos da região, singular e expressivo. A criação do principal acervo do Museu do Mamulengo surgiu na década de 70, quando os participantes do Grupo Mamulengo Só-riso, resolveram investir na aquisição de peças dos "mestres mamulengueiros" que falecendo e sem deixar herdeiros de sua arte eram vendidas como peças de decoração.

OLINDA CAPITAL DOS BONECOS

Não foi por acaso que se elegeu a cidade de Olinda (PE) como "Patrimônio Natural e Cultural da Humanidade". Por ela fazer parte de um mundo muito especial, privilegiada por sua natureza ,cuja situação deu origem ao seu nome. Cidade fêmea continua parindo muros e homens que produzem uma cultura marcante desde o século XVI na arte erudita e popular.


Nesse sentido, desde a era colonial a voz de Olinda ultrapassou suas muralhas para ser ouvida no país e no mundo. E foi o povo de Olinda que no seu conceito mais puro deixou as pegadas do seu caminho na arquitetura, nos movimentos políticos, reliosos, artísticos e populares. Desde o início foi e continua sendo uma cidade de poetas e artistas: eles falam melhor da nossa cidade do que nós. São eles que definem através do tempo a nossa identidade cultural e a nossa memória.


Olinda é conhecida também como a cidade dos bonecos: bonecos gigantes, bonecos pequenos, mamulengos e fantoches que traduzem e cantam seus sonhos, suas alegrias e suas tristezas. Nesse universo mágico nossa cidade abriga o primeiro e mais importante museu de bonecos da América Latina, cujo acervo é considerado uma preciosidade, com bonecos do século XIX aos contemporâneos.


Este é um registro importante da arte do mamulengo, da história dos seus artistas e de seus brincantes. É também o reconhecimento de um trabalho pioneiro de resgate das nossas mais puras manifestações populares.


Tereza Costa Rêgo
Diretora do Museu do Mamulengo

SALA DEDICADA AO CANGAÇO

No dia 09 de setembro do corrente ano inauguramos mais um espaço no Museu do Mamulengo Espaço Tiridá, desta vez dedicado ao “Cangaço”. A nova sala de exposição fica localizada no segundo andar do prédio, onde temos peças de diversos mestres mamulengueiros que representam o Bando de Lampião, as Volantes, os Senhores de Engenho e personagens das fazendas do interior do Estado, além de uma “engenhoca” representando um “Assalto do Bando de Lampião”. Nesta mesma sala temos um quadro da artista plástica Tereza Costa Rego que representa tão bem Lampião e Maria Bonita. Durante a inauguração teve a apresentação do mamulengo do Mestre Tonho. Vale à pena conferir!



O Cangaço


Hoje todos sabem quem

Foi ele, o Capitão.

Junta o sabe e o não sabe

E inventa outro Lampião.

Mas, dele mesmo, não sabem

E nem nunca saberão,

Pois ele nunca viveu,

Não era sim, era não.


Carlos Pena Filho

Bando de Lampião

Bando de Lampião

Fazenda

Fazenda

Assalto de Cangaceiros

Assalto de Cangaceiros

Lampião e Maria Bonita

Lampião e Maria Bonita
Tereza Costa Rego

Apresentação de Mamulengo

Apresentação de Mamulengo
Mestre Tonho

Mestre Tonho

Mestre Tonho